domingo, 25 de novembro de 2007
O QUE TEMOS DE POTENCIAL NA VILA?
Queria chamar atenção para um ponto que acredito não tenha enfatizado que é justamente destacarmos também as potencialidades da Vila. Assim , podemos tentar não nos restringirmos a pensar o que falta ( claro que isso é fundamental) , mas também naquilo que temos de específico como uma riqueza do nosso lugar.
Ao olharmos a Vila não conseguimos perceber isso , não é mesmo? Mas quem sabe ?
Não estou falando de " periferia sustentável" que particularmente parece juntar dois conceitos opostos. Estou tentando identificar pontos que podem vir a formar uma rede a partir do capital social existente na própria Vila.
Existem formas de organização no lugar, por exemplo.
Ou mesmo como a Universidade pode ser um ponto fundamental nesta rede. Afinal, formamos um capital social e tanto.
Simone
PS; só para complementar as ótimas postagens e ideías da MAriza e da Almadir acho que podemso pensar em formas de continuar o trabalho. Sei que não serão todos e eu respeito isso, mas quem sabe podemos ter um grupo significativo? Também , podemos pensar em como articular estes pontos com a pesquisa coordenada pelo Álvaro ou a pesquisa que estou desenvolvendo sobre a História da Baixada. O tempo parece não corresponder a todos os nossos desejos. AFF! Precisamos fazer nossa própria Agenda 21 !
De imediato, gostaria d edizer que abriremso um tópico sobre EA no fórum do NEC e uma parte do debate pode continuar por lá. ( propaganda lícita,ok!)
ESTÁ CHEGANDO A HORA...
Fiquei super contente de ver que os grupos não perderam o pique e que as postagens estão super significativas. Vou tentar fazer um comentário mais específico em cada uma das postagens, mas de imediato queria deixar registrados alguns pontos:
1- Acredito que a Almadir deixou sugestões que podem ser desenvolvidas ( em parte) por vários TCCs. O que seria bastante interessante em termos de produção de conhecimento ( se pensarmos no processo , inclusive). Como está bem colocado na mensagem dela as temáticas não necessitam ser especificamente no âmbito da Educação ambiental, mas conhecer " o lugar" é pré-condição para se realizar um trabalho de educação ambiental. Esse é o ponto fundamental do nosso trabalho e o que o justifica.
2- A Mariza apontou para questões fundamentais. Eu gostaria de reforçar a idéia de que ( mesmo com dificuldades ) se produziu conhecimentos e não simplesmente reprodizimos algo dado. Cada grupo escolheu o que postar ... Nós dicutimos como delimitar e neste momento ficou claro a própria arbitrariedade do ato de delimitação. Assim, não sei se vocês trabalham com essa idéia na geografia, a delimitação é no fundo a própria formação do espaço social. Ou seja, não existe delimitação "natural", embora, existam elementos naturais na delimitação que fazemos. Assim , existe um rio ou uma bacia hidrográfica, mas a pertença deste rio ao espaço que estamos analisando não é natural e sim socialmente construído por nós. Nossos interesses, por exemplo.
A prória BAixada Fluminense, por exemplo, já foi delimitada de diversas formas ao longo da história . E isso se deu a partir de diversos interesses que se confrontaram socialmente.
Por último , gostaria de dizer que é de especial importância que este movimento de " rastreamento" de conhecimento de onde estamos e por onde iniciar é, sem dúvida, fundamental para o desenvolvimento de projetos em E.A formal ( na escola) ou informal( na comunidade).
Bom gente...na quinta eu espero vocês para começarmos a fechar com chave de ouro esse diagnóstico e quem sabe ousarmos um pouco mais.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Reflexões passadas, presentes e futuras.
Confesso que fiquei insegura no ínicio pois ainda não havia alcançado a dimensão do que estava sendo proposto.Porém ,acredito que após a ampliação de abrangência de nossa área de trabalho e de nossa"discussão " (no bom sentido da palavra) nossos horizontes também se ampliaram . Como foi dito pela própria professora em um de seus depoimentos é uma proposta bastante inovadora e o medo do novo ,muitas vezes nos causa reações que até nós mesmos desconhecemos(eu que o diga). Porém também acredito que só vencem obstáculos aqueles que se propõe a se lançar aos desafios.
Acredito que o principal objetivo de criação desse blog é o de democratizar conteúdos sobre nossa história regional, associados aos aspectos físicos e bióticos da região que estamos nos propondo a desvelar. Nesse sentido podemos afirmar que as informações e dados aqui presentes nos ajudarão a avançar tanto na nossa consciência crítica enquanto estudantes de Geografia, quanto na de cidadãos pertencentes à região que é objeto de nossa análise. Entendemos que a Baixada Fluminense carece de iniciativas nesse sentido e principalmente por isso como também por ser demasiadamente rica em relação à sua caracterização histórica, geográfica, biótica, sociológica, dentre outras, a mesma merece ser apreciada não de maneira simplista e unilateral, porém de forma ondea interdependência entre os fatores anteriormente mencionados seja o alicerce de apreciação da mesma.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Tomei a liberdade de sugerir novos GTs:
GT de pesquisa (Histórica e biogeográfica)
GT de confecção (Ex. maquetes, da bacia hidrográfica e do entorno da FEBF)
GT de estatística (pesquisas quantitativas e qualitativas junto à população)
Temas de pesquisa:
· Rio Caetano Madeira, natural ou artificial? (localizar o registro da obra e estudar os impactos);
· Rodovia Washington Luiz impactos e benefícios socioeconômicos, e como parte integrante do sistema de redes da região metropolitana do Rio de Janeiro, em todos os casos há que se verificar as instituições e os agentes sociais (e suas intenções) envolvidos. Desse modo, avaliarar-se-á as medidas relacionadas à área e a baixada em geral sempre em relação às políticas governamentais datadas, como foram feitos os investimentos na região?
· Quais as características da população? Cabe aqui a denominação cidade dormitório?
· Saneamento da Baixada Fluminense (historicidade, objetivos, carências), o que autoridades e população podem fazer quanto à isso?
· Que políticas foram de fato empreendidas? Em que essas medidas afetaram o ambiente? Que benefícios socioeconômicos trouxeram?
Na esperança de estar contribuindo...
Ailmadir
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Site
Achei esse site que ira ajudar na nossa montagem do trabalho final, ou até para ser apresentado!!! Até!!
http://www.iepa.ap.gov.br/metadados/instituicoes/iepa/projetos/estuarino/documentos/meio_socio_economico/cap_6_atividades_economicas.pdf
G.T Biomas: os menguezais e a população: uma questão sócio-ambiental
segundo Novelli, "pela fartura de alimentos e proteção necessari,foi sobre áreas de mangues que os colonizadores instalaram seus primeiros nucleos populacionais" quanto mais se expandiam seu povoado explica á autora,mais áreas de mangues se reduziam.
referencia bibliografica: Novelli,yara schaeffer:Manguezais:sistemas abertos,maio,93, numero 27.
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Geografia e educação
Geografia
Um outro aspecto é a grande diversidade de clima, o município limita-se ao Norte com Petrópolis e Miguel Pereira; ao Leste com a Baía da Guanabara e Magé; ao Sul com a cidade do Rio de Janeiro e ao Oeste com São João de Meriti, Belford Roxo e Nova Iguaçu. Caxias possui clima quente, porém, os 3º e 4º distritos (Imbariê e Xerém) têm temperatura amena em virtude da área verde e da proximidade da Serra dos Órgãos.
O Rio Meriti separa o município de Duque de Caxias da cidade do Rio de Janeiro e o Rio Iguaçu delimita Duque de Caxias de Nova Iguaçu. Já o Rio Sarapuí faz a divisão entre o 1º e o 2º distrito e o Rio Saracuruna separa o 2º do 3º distrito.
Educação
Segundo dados da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do estado do Rio de Janeiro, a Fundação CECIERJ/Consórcio CEDERJ, Duque de Caxias possui 100 escolas municipais, 102 escolas estaduais e 128 escolas particulares. Sendo a taxa de alfabetização de pessoas residentes no município com 10 anos de idade ou mais em torno 92,40% da população. Algumas instituições de ensino superior atuam na cidade:
A Faculdade de Educação da Baixada Fluminense é uma instituição pública estadual localizada no bairro de Vila São Luís , sendo um campus da Universidade Estadual do Rio de Janeiro na região, por tanto, está subordinada a esta universidade. Oferece os cursos de graduação em pedagogia, matemática e geografia e também cursos de pós-graduação: Especialização em organização curricular e prática docente na educação básica e Mestrado em Educação, Cultura e Comunicação
Um pouco de história
História
Segundo André Moreira Valente e Sérgio Santos Guedes com o apoio da União das Associações de moradores da Vila São Luis e Adjacências, em um livro chamado “Vila São Luis : A história pela memória” de 1993, o nome do bairro seria uma homenagem ao santo protetor dos estudantes (São Luiz Gonzaga).
O local onde hoje se encontra a comunidade pertenciam a uma fazenda de nome São Luiz a qual foi loteada em 1929 e teve seus lotes vendidos em 1936, cujos proprietários iniciais eram os senhores Francisco de Paula Baldessarini e Melciades José Gonçalves.
Em 17/06/1948, foi regulamentada a criação do bairro.
O desenvolvimento da Vila se deu muito rapidamente, em todos os aspectos chegando a ponto de ser considerada o Centro de Duque de Caxias.
O Centro Comercial da Vila São Luis não se localizava como muitos acreditavam na antiga Praça da Vila (atual Praça da Bandeira) e sim na Leopoldina (mais conhecido como “Ponto de Briga” por ser lugar onde existia uma rinha de galo, por ocasionais brigas que aconteciam nos finais de semana entre malandros e vagabundos freqüentadores dos diversos botequins existentes na área).
A energia elétrica começou a chegar por volta da década de 30 ao final de 50 e o saneamento a partir de 50, como ainda não se vendia gás natural as casas se utilizavam de fogões a lenha retirada da região do mangue, além do bairro da Chacrinha.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
AILMADIR
http://www.portalbaiadeguanabara.com.br/portal/imagens/PDF/Nossos_rios.pdf
AILMADIR E MARISA
Quanto aos aspectos físicos, que nos coube dar alguma contribuição no presente trabalho, pudemos perceber que os aspectos a se analisar são diversos e podem ser analisados sob várias perspectivas geográficas. Prova disso é que se poderia subdividir o grupo sob o aspecto do uso e ocupação do solo, sob o aspecto do planejamento urbano, sob o aspecto do saneamento em conexão com a metrópole etc.
Assim longe de querer esgotar o assunto, pretendemos levantar algumas questões a serem pesquisadas mais detalhadamente a posteriori.
Quanto ao uso do solo “A indefinição quanto aos limites e à titulação das propriedades da Baixada foi, sem dúvida, um dos fortes motivos geradores de disputas. A documentação das áreas era inexistente em muitos casos. Mesmo quando existia, podia indicar limites imprecisos já que a maioria das terras não era medida ou levantada de modo sistemático." Assim, por essa perspectiva, podemos verificar o processo de transformação da área de rural em urbana através de despejos e grilagem.
Quanto ao rio Caetano Madeira, ele pode ser avaliado sob o aspecto humanístico (como nos sugeriu o colega de trabalho Sérgio), pelo estudo de impacto ambiental, ou pelo seu aspecto físico, no sentido de nos parecer ser ele, um rio artificial. Se essa hipótese se confirmar há que se localizar o registro dessa obra de engenharia, com certeza autorizado pelas autoridades da época e cujo registro deveria ser de mais fácil localização.
Quanto à área pudemos perceber - pela pesquisa dos outros grupos e, dependendo da escala da análise física que se queira priorizar - poderia ter vários recortes. Mas para termos uma unidade metodológica com os demais grupos conservaremos o recorte inicial - demarcado por nosso colega de GT: Ricardo - que tem como centralidade a nossa instituição educacional (FEBEF). A título de esclarecimento, a circunferência mede
Sob o aspecto do planejamento, pudemos perceber que de início, o que estava na base dos investimentos era a tentativa de afirmar uma vocação agrícola para a região, destinada a ser um cinturão verde ao redor da antiga capital federal, ao mesmo tempo em que se promovia a industrialização em outras áreas. Foi à urbanização, no entanto, o que se acabou promovendo.
Mais recentemente, como nos sugeriu alguns colegas de outros GTs, poderíamos estudar não só o impacto ambiental da rodovia como seus benefícios econômicos não só na área proposta (Vila S. Luiz), como na região metropolitana do Rio de Janeiro, porque uma escala maior nesse caso é importante. Em ambos os casos há que se verificar as instituições envolvidas, os agentes sociais (e suas intenções) envolvidos.
Quanto às enchentes fica claro com alguma pesquisa histórica, que “as áreas que circundam a baia da Guanabara estiveram desde no século XIX expostas a situações de alagamentos, provocadas pelo desmatamento contínuo com vista ao fabrico de carvão, pelos impactos das obras realizadas para a construção das ferrovias, pelas escavações nas proximidades dos rios para movimentar as olarias e pelo intenso tráfego nos rios sem o efetivo trabalho de manutenção, etc.” Ainda assim não devemos supor que o quadro de alagação tenha atingido toda a área e, mesmo nas áreas atingidas, não podemos supor que as enchentes sejam permanentes, pois, “A Baixada Fluminense apresenta um exemplo interessante: planejou-se a realização de obras de saneamento, visando a uma intensificação das atividades agrícolas. Contudo, o que se observa é a extensão cada vez maior das atividades de loteamento de tipo urbano, a concentração da população nas cidades importantes. A especulação com terras valorizadas pelas obras se opôs ao seu aproveitamento produtivo.” Desse modo, podemos avaliar as medidas relacionadas a área e a baixada em geral sempre em relação com políticas governamentais datadas.
Concluindo, como foram feitos os investimentos na região? Que políticas foram de fato empreendidas? Em que essas medidas afetaram o ambiente? Que benefícios e ônus socioeconômicos trouxeram? Como a população tem registrado em sua memória essas medidas? A população, enquanto agente social tem acesso às informações e decisões? Que tipo de trabalho poderemos estar desenvolvendo junto a população? Enfim, vários aspectos ambientais podem ser investigados na escala em que nos propusemos trabalhar. Está aberto o leque, que temos certeza se estenderá com mais alguma reflexão.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
*http://72.14.205.104/search?q=cache:vXIwBvyGOYwJ:www.uff.br/ichf/anpuhrio/Anais/2004/Simposios%2520Tematicos/Marlucia%2520Santos%2520de%2520Souza.doc+Os+Impactos+das+Pol%C3%ADticas+Agr%C3%A1rias+e+de+Saneamento+na+Baixada+Fluminense&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=1&gl=br&client=firefox-a
(Eis importante levantamento de fontes para todos os grupos)
*http://pactoderesgateambiental.org/Livros_recursoshidricos/03Riosflu.pdf
*http://www.portalbaiadeguanabara.com.br/portal/imagens/PDF/Nossos_rios.pdf
*http://www.portalbaiadeguanabara.com.br/portal/imagens/PDF/Nossos_rios.pdf
*http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010459701998000400014&script=sci_arttext&tlng=pt
(no item Nordeste sem seca há dados interessantes, apesar de termos ressalvas, de caráter estritamente pessoal, quanto à abordagem do trabalho).
