segunda-feira, 5 de novembro de 2007

AILMADIR E MARISA

Quanto aos aspectos físicos, que nos coube dar alguma contribuição no presente trabalho, pudemos perceber que os aspectos a se analisar são diversos e podem ser analisados sob várias perspectivas geográficas. Prova disso é que se poderia subdividir o grupo sob o aspecto do uso e ocupação do solo, sob o aspecto do planejamento urbano, sob o aspecto do saneamento em conexão com a metrópole etc.

Assim longe de querer esgotar o assunto, pretendemos levantar algumas questões a serem pesquisadas mais detalhadamente a posteriori.

Quanto ao uso do solo “A indefinição quanto aos limites e à titulação das propriedades da Baixada foi, sem dúvida, um dos fortes motivos geradores de disputas. A documentação das áreas era inexistente em muitos casos. Mesmo quando existia, podia indicar limites imprecisos já que a maioria das terras não era medida ou levantada de modo sistemático." Assim, por essa perspectiva, podemos verificar o processo de transformação da área de rural em urbana através de despejos e grilagem.

Quanto ao rio Caetano Madeira, ele pode ser avaliado sob o aspecto humanístico (como nos sugeriu o colega de trabalho Sérgio), pelo estudo de impacto ambiental, ou pelo seu aspecto físico, no sentido de nos parecer ser ele, um rio artificial. Se essa hipótese se confirmar há que se localizar o registro dessa obra de engenharia, com certeza autorizado pelas autoridades da época e cujo registro deveria ser de mais fácil localização.

Quanto à área pudemos perceber - pela pesquisa dos outros grupos e, dependendo da escala da análise física que se queira priorizar - poderia ter vários recortes. Mas para termos uma unidade metodológica com os demais grupos conservaremos o recorte inicial - demarcado por nosso colega de GT: Ricardo - que tem como centralidade a nossa instituição educacional (FEBEF). A título de esclarecimento, a circunferência mede 3,10 km em todas as direções.


Sob o aspecto do planejamento, pudemos perceber que de início, o que estava na base dos investimentos era a tentativa de afirmar uma vocação agrícola para a região, destinada a ser um cinturão verde ao redor da antiga capital federal, ao mesmo tempo em que se promovia a industrialização em outras áreas. Foi à urbanização, no entanto, o que se acabou promovendo.


Mais recentemente, como nos sugeriu alguns colegas de outros GTs,
poderíamos estudar não só o impacto ambiental da rodovia como seus benefícios econômicos não só na área proposta (Vila S. Luiz), como na região metropolitana do Rio de Janeiro, porque uma escala maior nesse caso é importante. Em ambos os casos há que se verificar as instituições envolvidas, os agentes sociais (e suas intenções) envolvidos.


Quanto às enchentes fica claro com alguma pesquisa histórica, que “as áreas que circundam a baia da Guanabara estiveram desde no século XIX expostas a situações de alagamentos, provocadas pelo desmatamento contínuo com vista ao fabrico de carvão, pelos impactos das obras realizadas para a construção das ferrovias, pelas escavações nas proximidades dos rios para movimentar as olarias e pelo intenso tráfego nos rios sem o efetivo trabalho de manutenção, etc.” Ainda assim não devemos supor que o quadro de alagação tenha atingido toda a área e, mesmo nas áreas atingidas, não podemos supor que as enchentes sejam permanentes, pois, A Baixada Fluminense apresenta um exemplo interessante: planejou-se a realização de obras de saneamento, visando a uma intensificação das atividades agrícolas. Contudo, o que se observa é a extensão cada vez maior das atividades de loteamento de tipo urbano, a concentração da população nas cidades importantes. A especulação com terras valorizadas pelas obras se opôs ao seu aproveitamento produtivo.” Desse modo, podemos avaliar as medidas relacionadas a área e a baixada em geral sempre em relação com
políticas governamentais datadas.


Concluindo, como foram feitos os investimentos na região? Que políticas foram de fato empreendidas? Em que essas medidas afetaram o ambiente? Que benefícios e ônus socioeconômicos trouxeram? Como a população tem registrado em sua memória essas medidas? A população, enquanto agente social tem acesso às informações e decisões? Que tipo de trabalho poderemos estar desenvolvendo junto a população? Enfim, vários aspectos ambientais podem ser investigados na escala em que nos propusemos trabalhar. Está aberto o leque, que temos certeza se estenderá com mais alguma reflexão.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

*http://72.14.205.104/search?q=cache:vXIwBvyGOYwJ:www.uff.br/ichf/anpuhrio/Anais/2004/Simposios%2520Tematicos/Marlucia%2520Santos%2520de%2520Souza.doc+Os+Impactos+das+Pol%C3%ADticas+Agr%C3%A1rias+e+de+Saneamento+na+Baixada+Fluminense&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=1&gl=br&client=firefox-a
(Eis importante levantamento de fontes para todos os grupos)

*http://pactoderesgateambiental.org/Livros_recursoshidricos/03Riosflu.pdf

*http://www.portalbaiadeguanabara.com.br/portal/imagens/PDF/Nossos_rios.pdf

*http://www.portalbaiadeguanabara.com.br/portal/imagens/PDF/Nossos_rios.pdf

*http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010459701998000400014&script=sci_arttext&tlng=pt
(no item Nordeste sem seca há dados interessantes, apesar de termos ressalvas, de caráter estritamente pessoal, quanto à abordagem do trabalho).


Um comentário:

Marisa disse...

Por tudo que foi elencado acima,podemos afirmar que o principal objetivo de criação do blog é o de democratizar os conteúdos sobre nossa história regional,associados aos aspectos físicos e bióticos da região que estamos nos propondo a desvelar.Nesse sentido podemos afirmar que as informações e dados aqui presentes nos ajudarão a avançar tanto na nossa consciência crítica enquanto estudantes de Geografia,quanto na dos cidadãos pertencentes à região que é objeto de análise. Entendemos que a Baixada Fluminense carece de iniciativas nesse sentido e principalmente por isso como também por ser demasiadamente rica com relação à sua caracterização histórica,geográfica,biótica,sociológica,dentre outras, a mesma merece ser apreciada não de maneira simplista e unilateral,porém de forma onde a interdependência entre os fatores anteriormente mencionados seja o alicerce de apreciação da mesma.